dos sete corpos tombados
de borco, no chão, impuro,
eis!
… sete mães soluçando…
Nas faces dos fuzilados,
nas sete faces torcidas
do espanto ainda e receio,
… sete noivas implorando…
E do ventre de além-mundo,
sete crianças gritando
na boca dos fuzilados…
sete crianças gritando
ecos de dor e renúncia
pela vida que não veio…
Na boca dos fuzilados
vermelha de baba e sangue
… sete crianças gritando!...
Alda Lara (poetisa angolana)
