7.3.08


A minha morte, não ta dou.
De resto, tiveste tudo
– a flor, a sesta, o lusco-fusco,
a inquietação do dia 8,
as órbitas das mães, das mãos,
das curiosas palavras de não dizer nadinha.
Tudo tiveste: estás contente?

Feliz assim por teres tudo o que sou?
Feliz assim por perderes tudo o que sei?

Só não te dou tudo o que não serei.
Não, a minha morte não ta dou.


Pedro Tamen