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3.2.11

Dou-te as palavras


Dou-te as palavras
como quem se despe
secreta e completamente.
Fico nua e solitária
toda a alma descoberta
no papel
e nos teus olhos
a imperfeição da minha pele.
O poema como espelho
deste medo
que me vejas
só, nas tuas mãos.


Maria Sofia Magalhães

8.1.11

Puro prazer


Há dias em que a sombra
engole a janela, a árvore, o céu.
Há dias de abandono e breu.

Há dias em que se senta, se espera,
se dorme,se respira o desarrumo,
o desaprumo,
o desnorte.


Maria Sofia Magalhães

2.8.09

Esta vida



Esta vida
que nos parece tanto,
é feita de infinitas
gotas de acaso,
num dia mar,
no outro espuma.


Maria Sofia Magalhães