Poemas da Lusofonia
"A poesia é o eco da melodia do universo no coração dos humanos." Rabindranath Tagore
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11.10.11
3
Aberta
estende
reclama
ternura
Frágil
de palma voltada
Quando se fecha
sobe no braço
é arma apontada
António Borges Coelho
16.1.11
Sou barco
Sou barco abandonado
Na praia ao pé do mar
E os pensamentos são
Meninos a brincar.
Ei-lo que salta bravo
E a onda verde-escura
Desfaz-se em trigo
De raiva e amargura.
Ouço o fragor da vaga
Sempre a bater no fundo,
Escrevo, leio, penso,
Passeio neste mundo
De seis passos
E o mar a bater ao fundo.
Agora é todo azul,
Com barras de cinzento,
E logo é verde, verde,
Seu brando chamamento.
Ó mar, venha a onde forte
Por cima do areal
E os barcos abandonados
Voltarão a Portugal.
António Borges Coelho
11.12.10
Deambulas pela noite
Deambulas pela noite
como cão ao abandono
enquanto num alto andar
um homem cercado
quer dormir e ficar acordado
Nem só os cães esgravatam
homens procuram batatas
Vestida de noite a morte passeia
entre automóveis vazios
as órbitas espreitam nas janelas apagadas
e vem com passos de ladrão
ou sátiro
António Borges Coelho
1.9.10
Luz de Setembro
A luz de Setembro já não besoura
aloura os corpos
mergulham no oceano
espalhando gotas de metal
Vozes chegam no arrastar das ondas
o amarelo ensopa-se de azul
Mergulhemos sem pressa
marcando álacres os passos
o mar apaga
marca as passadas apaga
O sol é pouco
morre vermelho sobre os dedos
das amendoeiras
Sustém a cabeça nas ondas
bebe a luz e os corpos
António Borges Coelho
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