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27.3.11

Vendedor da vida



Eu só, sozinho no silencio da vida,
saciando a vontade, vendendo a vida.
vestindo de solidão puxando a lua ri a vida.
pagando a divida.

Eu ruço, envelhecido, vendendo a vida.
deitado nas estrelas, agora é a vida
sonhando nas aguas, lutando pela vida.
lutar é viver a vida.

No sol bebo os raios, caregando a vida,
escutando a fala do vento, oiça a vida,
a verdade está na vida.

Navegando nos soures, lágrimas. É a vida,
Chorar é sofrer, vestir a coragem da vida
lutar é sintir a vida.


Adilson Augosto Nancassa
Guiné

30.4.10

A vida negra




Paguei bastante, esqueço quanto.
contei estrelas e estrelas até esquecer,
dei tudo, mas não a lua eo vento,
vi a lua, vi o sol e tudo até aquecer.

A vida é negra, na rua dormo pronto,
no mar pesco, mas não para ser,
viajei, não chego o distino é distinto,
nos meus olhos está o distino, é vencer.

Na vida está a luta, é dar peito,
na sombra escore a vida, não é crescer,
na vida cresce a vitoria, é dar o espirito.

Voar só, sozinho nos mansos gritos,
rir, riso duma criança como uma flor a nascer,
mimando, alegrando como a caricia leve dos ventos.


Adilson Augosto Nancassa
Guiné

30.11.09

Havemos de Cantar



havemos de cantar,
no solo triste,
na floresta sangrenta,
sobre o mar virgem
com os nossos olhos atados.

Havemos de cantar
nas vilas e nas cidades
da nossa terra, terra.
vibrando como os homens
no caminho da liberdade.

Havemos de cantar,
nos rios e nos lagos
como um marinheiro perdido
a procura da paz e liberdade
dum povo escravizado.

Cantando um hino vibrante
no caminho da liberdade
com os nossos olhos atados,
no solo triste e sangrento
havemos de cantar.


Adilson Augosto Nancassa
Guiné